Este é o meu problema. Tento atribuir um significado especial a tudo. As minhas amizades têm que ser especiais, os meus amores têm que ser especiais. Ninguém me pode dizer algo sem eu me interrogar o que estará por trás disso. Mesmo as coisas mais insignificantes, desde o piropo mais inocente, à boca mais foleira.
E julgo que passa muito por aí a minha cura. O que eu sinto e o que vejo não é realmente o que se passa. Não é para ninguém, muito menos será para mim. Boa parte (uns 85%) do que me acontece, do que me deixa triste e também do que me deixa feliz são coisas que existem puramente na minha cabeça. E fico triste porque isso não corresponde à realidade.
A verdade é que tenho muito medo. Mesmo muito. Sou um cobarde, no que toca a relações com os outros e no mundo. Havia uma altura, até há bem pouco tempo atrás, que sofria de ansiedade social. Não conseguia estar em locais públicos sem imaginar que iria começar a transpirar imenso por estar nervoso e desconfortável, e isso deixava-me nervoso e desconfortável. E a transpirar imenso. E não me saia da cabeça que havia de fazer algo, que levasse todos os outros a rirem-se de mim. E nunca aconteceu nada do género.
O meu problema vai além disso. Estou tão habituado a andar sempre tão deprimido que arranjo constantemente razões para isso. Mesmo que não façam sentido. Dizia eu, outro dia que há muita gente que só está bem se estiver mal. Espero que ninguém se tenha apercebido que estava a falar de mim.
E o que dizer dela? Ela rejeitou-me mas no fundo até foi melhor assim. Porque mais uma vez, ela não é a pessoa que eu pensava que ela era. Na minha cabeça, criei uma imagem do que ela é e que não corresponde à realidade. E ao pensar nela, penso em todas com quem já fiz isso. Não são suficientes para que se lhes perca a conta, mas já são algumas. E fico furioso, apago números do telemóvel e contactos do msn.
Mas não estou furioso com elas. Nem com ninguém. Se há um culpado no meio disto sou eu, porque nunca mais aprendo. Há um raio de luz, que de vez em quando me ilumina, usando um sorriso e uma alegria à qual eu simplesmente não resisto. Em dias até, que eu penso que não há nada nem ninguém que me faça sorrir, só preciso de atender um telefonema dela. E dizia ela, há uns tempos, que eu devia tentar procurar ajuda. E talvez, ela tenha razão. Nunca pus a hipótese, até agora, até ela falar comigo e se mostrar genuinamente preocupada, quando me disse que gostava muito de mim e que queria muito ver-me feliz. Acho foi das poucas vezes que não questionei alguém dizer-me isso.
Estou constantemente a dizer que preciso de dar uma volta à minha vida, mas não. O que eu preciso é de dar uma volta à maneira como olho para a minha vida. Nem tudo é o fim do mundo, nem tudo tem que ser especial. E vai-me doer e vai-me custar.
Mas hei-de lá chegar.
Odeio-me. Eu sei que é um termo forte, mas é como me sinto.
Devia odiá-la, se é ela não quer nada comigo.
Devia odiá-los, se apenas existo quando precisam de um favor.
Mas não consigo.
Um resumo das minhas últimas buscas no google:
"They don't like me as much as i like them"
"Gostar menos dos outros"
"Gosto demasiado dela"
"I like others too much"
Acho que dá para perceber. Odeio-me por nunca mais mudar. A minha vida é feita de ciclos. Ou melhor, de um ciclo, que se repete constantemente e para o qual já não tenho paciência. E quem me dera ter vontade, quem me dera acreditar que tudo há-de ser diferente. Que um dia vou olhar para isto tudo e rir-me.
Uma amiga minha, quando me vê assim, quando lê o que eu escrevo, trata-me como se eu fosse a criança mais estúpida à face da terra. Odeio-a por isso. Mas odeio-a mais por saber que ela tem razão. E, se assim é, lá no fundo, odeio-me.
Já não consigo ser optimista. E odeio-me por isso.
Odeio-me por não conseguir desligar, por ser sempre o mesmo sentimental, que acorda com lágrimas nos olhos, a quem ninguém pode dizer nada que o faz derreter todo. Que tenta desesperadamente encontrar um significado em tudo, que tenta agradar a todos, que acha que lá no fundo há esperança e que o verdadeiro significado disto tudo ainda há-de se revelar. Que quer à força acreditar na amizade e no amor. Que não abre os olhos.
Sinto-me tão estúpido, pela maneira como falei com ela. Pela maneira como contei aos outros. Pela maneira como tentei à força toda que alguém se juntasse a mim e acreditasse que isto ainda podia dar certo. E pela maneira como reagi a quem tentou que eu abrisse os olhos. Essas pessoas, eu não as mereço.
Eu não mereço nada, nem ninguém. Isto é o que eu mereço. Sozinho, em frente a um computador, a responder a dúvidas parvas e a escrever como se alguém lesse. Como se alguém se importasse. Como se alguém me viesse limpar as lágrimas e dizer-me que vai tudo correr bem.
Para que é que eu quero ouvir isso, se sei que não é verdade?
Já lá vai o tempo em que recorria à escrita como forma de desabafo. Mas não tenho com quem falar.
Lembro-me de há alguns anos atrás ter lido “A Profecia Celestina”. Um dos conceitos interessantes que o livro explicava era como trocamos energia uns entre os outros e entre tudo o que nos rodeia. Também explicava como perdemos essa energia e que se não houver maneira de a repôr, se ficarmos sem essa energia, o que pode acontecer. Todos os nossos medos, inseguranças, doenças e até a postura física (o livro mencionava o exemplo de uma rapariga que andava sempre de cabeça baixa, com o qual me identifiquei bastante).
Isto para dizer que é assim que me sinto. Sem energia. Sempre achei que a vida, no geral, era uma batalha que travamos todos os dias. Sempre aquele suplício de sair da cama de manhã. E se há alturas onde o faço alegremente, há outras, como a de agora onde pura e simplesmente não me apetece. Sinto que tanto em casa, como no trabalho, as pessoas sugam de mim toda a energia que eu tenho. Tudo o que eu tenho de bom para dar, esgotou-se há alguns meses.
Antes de começar a escrever isto, estava a pesquisar no google “como esquecer uma paixão”. Sim, a minha vida é assim tão triste, que com 29 anos recentemente feitos, ando à procura de conselhos para a minha vida sentimental na internet. O pior é que tudo o que encontrei parece fazer sentido. Apaguei todas as “recordações” que tenho dela e não apaguei o número de telemóvel dela porque...pode dar jeito por questões de trabalho (pelo menos foi disso que me convenci). Quero ter uma boa relação com ela, mas, olhando imparcialmente para tudo isto, acho que ela gosta da minha atenção mas não quer mais do que isso. Eu consigo compreender alguém ter uma atitude irracional, ou dizer algo que sabe não fazer sentido, apenas para que lhe dêem atenção. E apesar de me magoar imenso que ela, sabendo o que sabe sobre mim, sabendo (ou pelo menos suspeitando) o que eu sinto por ela, de vez em quando corresponda. Quando me sente mais longe, vem à minha procura. Diz qualquer coisa que sabe que me deixa a pensar nela.
Fui (sou?) perito em afastar as pessoas, para ver se elas voltam. Portanto compreendo, compreendo mesmo. Mas será que ela me merece? Será que esta é a pessoa a quem eu quero entregar o meu amor? Isto não será injusto?
Por mais que escreva e pense sobre o assunto, isto não é algo fácil de curar. Não vai passar de um momento para o outro. Só de pensar na cara dela, no sorriso dela, nos gestos dela e no tom doce das palavras dela quando fala comigo, o meu coração acelera e eu fico sem saber o que fazer à minha vida.
Quando fiz anos, toda a gente me deu os parabéns. Pessoas de quem eu não estava à espera até. Pessoas com quem eu não falava desde o ano passado. Toda a gente.
Toda a gente menos ela. Para a ouvir, para ela me dizer algo, tive que telefonar para o trabalho dela, à procura de outra pessoa e calhar ser ela a atender-me. E realmente, aí deu-me os parabéns. Mas já era tarde de mais. Por essa altura já eu estava magoado e com razão. Não temos uma relação normal de colegas, somos mais que isso. Não digo que ela sinta algo por mim, mas há uma empatia entre nós que é inegável. Mas o que me custa a engolir é que essa empatia só parte de mim. E então, decidi ser eu a acabar com essa empatia. Tratá-la como outra pessoa qualquer que mal conheço.
E ela sentiu isso na pele, e não gostou. Ficou triste. E agora deixou-me arrependido do que fiz. E eu queria tanto conseguir esquecê-la, mas a única coisa que me lembro quando penso nela é quanto gostava de a ter nos meus braços, nem que fosse por uns minutos. A coisa mais bonita que tenho memória de ter escrito, foi escrita há uns meses, sobre ela, em pouco mais de 15 minutos. Não corrigi uma única linha, uma única palavra.
Parte de mim quer tratá-la mal, para que ela sinta na pele que me magoou, e para que se afaste de mim. Outra parte só quer abraçá-la, explicar-lhe porque é que o que ela fez me magoou tanto e porque é que ela é tão especial para mim. Mas, se ela não sabe já, então ficaria com a confirmação de que estou apaixonado por ela, e afastava-se. E se outro dia tentei convencer-me a mim próprio, durante uma conversa com alguém que sabe desta minha paixão, que era algo que devia fazer, a verdade é que só me ocorre essa ideia, porque tenho esperança que, mesmo que não seja com a mesma intensidade, ela também sinta algo por mim e esteja à espera que eu dê o primeiro passo.
E ao escrever estas palavras, uma voz dentro da minha cabeça, diz-me que eu estou a ser um idiota, que não a conheço assim tão bem, que ela tem namorado, tem defeitos e que este investimento de tempo e amor não vai levar a lado nenhum. E quando a vir, dentro de alguns dias, vou ter que fazer um esforço enorme para não me babar por ela.
Fiz 29 anos, mas sinto-me como o mesmo adolescente de 15 anos que acha que ninguém gosta dele e que vai ficar sozinho para sempre. Tinha prometido a mim mesmo, quando fiz 20 anos, que se chegasse aos 30 sozinho, acabava com a minha vida. E apesar de tudo o que já passou entretanto, continuo a ser o mesmo rapaz parvo, que sabe que deve fazer as coisas com a cabeça, mas continua a pensar com o coração. Dramático e desesperado pela atenção dos outros, consciente de que o que está neste momento a escrever são disparates e não servem para nada. Eu tenho amigos. Eu tenho pessoas que gostam de mim. Não sou tão feio que nunca vou arranjar ninguém. Mesmo não sendo atraente, é questão de esperar, porque a pessoa certa há-de aparecer. Dizia um dos meus melhores amigos e muito bem, “anda aí tanta gente enganada”. Não é a primeira vez que eu sinto isto por alguém, não há-de ser a última.
Porque é que não consigo convencer o meu coração do mesmo?
A vida é uma batalha que travamos todos os dias. Mas sinto as minhas forças para lutar a esgotarem. Afogo-me em trabalho, para não poder pensar em mais nada. Evito vir para casa e ter que falar com alguém. Evito ter que falar no trabalho. E começo a pensar que a minha vida não vai passar disto. Estou tão desesperado por ter alguém com quem possa falar que não paro para olhar para a pessoa antes de ficar completamente caidinho. E eu não sei gostar de outra forma, se não do fundo do coração. Não sei trabalhar de outra forma sem ser o primeiro a entrar e o último a sair (se é que alguma vez saio). Mas lá no fundo, não sei viver.
Não tenho coragem para acabar com a minha vida. Não tive das outras vezes em que pensei nisso, não é agora que a vou arranjar. E isto não é um pedido de atenção. Mas da maneira como me sinto hoje, acho que não vou precisar. Sei que um dia vou deitar-me tão cansado e tão massacrado com tudo o que sinto e deixo de sentir que inconscientemente vou desistir de viver. Talvez nessa altura, o meu coração e a minha cabeça estejam alinhados.
Acordas e dizes-me “Bom dia” a sorrir. Adoro o teu sorriso. Dou-te um beijo na testa e pergunto-te se dormiste bem. Tu respondes-me com um beijo nos lábios…agarras-te a mim e dizes-me ao ouvido, baixinho…que me adoras.
De repente tenho uma sensação horrível. Acordo assustado, sem saber onde estás. E depois é que percebo…não vale a pena procurar-te porque nunca estiveste aqui.
És o meu sonho. Tento fechar os olhos e voltar para perto de ti mas não consigo. E passo o resto do dia à espera da noite, para poder estar contigo novamente.
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Stranger: how did you know i would be here?!
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Stranger: i can't believe you've found me james
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You: why did you leave then
Stranger: because me and my heart we got issues
Stranger: dunno if to hate you or kiss you
You: if the kiss comes last
You: i can take the hating
Stranger: i think it will only be the kiss.
You: then i guess we shouldn't be thinking
You: we, should be kissing
Stranger: i'm kiising my screen right now/
Stranger: just for you.
You: i wish i wasn't so afraid to say that i love you
Stranger: i love you too
Stranger: but i may have to love you and leave
Stranger: i'm coming to find you lover.
Stranger: i'll see you soon baby
Do que é que adianta tentarmos ser os melhores amigos de alguém, quando sabemos que essa pessoa nos troca quando lhe der na cabeça? Para mim não havia nada mais importante que os meus amigos, considerava algumas pessoas minha família, mas nem toda a gente lidava bem com isso. Para uns era mais importante esta ou aquela pessoa, e quem sou eu para dizer o contrário? Quando construímos a nossa vida à volta de certos ideiais, o que é que fazemos quando descobrimos que esses ideiais só são válidos para nós?
Caímos.
Mas levantamo-nos. E continuamos à procura das pessoas que partilhem os ideiais que nós determinámos. Procuramos as pessoas que gostam de nós, arranjamos um espaço para elas no nosso coração, esperamos que elas façam o mesmo e repetimos este ciclo. E é claro, nem toda a gente vai ser o nosso melhor amigo(a). Mas temos que estar preparados para isso.
A pior coisa que uma pessoa que seja sentimental pode fazer é deixar de o ser. Não está nos meus planos deixar de ser a pessoa que sou, porque há gente que acha que eu não sou divertido o suficiente para sair à noite com eles(as). Nem devia estar nos de ninguém. Nunca devemos deixar de ser as pessoas que somos, porque alguém, durante a nossa vida, sugeriu que isso era errado.
Tenho esperança que um dia, venha alguém que partilhe os meus ideiais comigo, que me aceite como eu sou e que me queira pelo que eu sou. Com um bocado de sorte, a pessoa até está a ler isto...
A príncipio dizias que "colegas, nunca!".
Mas ela sorri para ti. E tu sorris de volta. E fazes uma piada. E ela ri-se para ti. E dás por ti a pensar "Que miúda tão gira..."
Passam uns dias e cada vez pensas mais nela. Mais e mais. E começas a aproximar-te. E descobres que ela namora. E não queres saber. E quanto mais falas com ela e mais a conheces, mais pensas nela. E já não passas sem saber como ela está. Começas a tentar saber o que é que a motiva. O que é que lhe mete medo. O que é que a faz feliz. E arranjas uma forma esfarrapada de falar com ela. Outra vez e outra vez.
E o sorriso dela. O sorriso dela. Não importa o que tu sentes, não importa o que aconteceu antes. Ela sorri para ti e o teu mundo pára todo. E a única coisa que te consegues lembrar nos dias seguintes é daquele sorriso. Dás por ti com um ar de parvo quando pensas nela. E já não consegues estar sem ela. Não resistes a passar as mãos pelo cabelo dela. E ela namora.
E pensas que afinal te estás a iludir. Os teus amigos dizem-te "ela namora, não te metas nisso". Mas não queres ouvir. E começas a trocar mensagens com ela. E ela responde-te. E tu sorris. Porque sabes que aquela mensagem é para ti. Ela sorriu para ti. Em letras, mas sorriu. E tentas convencer-te que isto não é boa ideia. Mas não consegues.
Tentas arranjar razões para que não dê certo, mas acabas sempre a pensar na possibilidade ínfima em que tudo dá.
Pensas para ti que só esperas pela oportunidade certa. Deixa as coisas andar e logo se vê. Tem calma, o que tiver que acontecer ... acontece. E pensas nela. E imaginas o sorriso dela. E os lábios dela a tocarem nos teus.
E dás por ti a sorrir.